Honra a quem tem honra – FINAL

Amigos

Na fase final deste meu devaneio sobre meu retorno ao mundo da Luta Livre, falo agora das coisas ruins que ainda existem neste meio.

A começar quando eu iniciei a rever algo sobre LLN, já me deparei com muitas acusações, desrespeito e ofensas de internautas, fãs e de lutadores de uma equipe ou de um lutador, contra outras equipes e seus lutadores. Vi pessoas, fãs, lutadores e donos de equipes desmerecendo outras equipes que não faziam shows da forma que aquele que estava sendo defendida, e portanto eram menosprezadas e ridicularizadas. Vi que uma equipe fazia seus shows em lugares pouco recomendados e criticados por outras,mas que se alguém que viveu neste meio pensasse melhor veria que todas começam desta forma, shows em praças e ruas, e até mesmo aquela que estivesse no auge da fama na época boa da TV, também faria ou já fez e a maioria fez em época de campanha eleitoral.

Passada esta fase comecei a fazer contatos com internautas e lutadores para colocar minhas opiniões sobre um show ou uma luta com algumas ressalvas e não fui bem entendido, já sofrendo ofensas nos primeiros comentários, até alguns falavam que eu não era lutador e sim um “fake” que o meu filho Marcos havia inventado, até que pessoas deste meio que me conheciam começaram a falar sobre mim e algumas reportagens vieram ao ar.

No início tinha um bom relacionamento com pessoas deste meio, atuais e antigos, mas a partir do momento que comecei a colocar minhas opiniões de maneira um pouco mais forte, críticas, então comecei a arrumar desafetos…kkkk, e o mais forte de todos, por incrível que pareça, foi com a lenda Michel Serdan. Iniciou com um mal entendido de palavras escritas entre ele e meu filho, e onde ele não gostou de coisas que nem lembra mais, porém respondeu de forma que me desmoralizava, me ofendia e me colocava como um lutador de “ralé”, ruim e desconhecido e por aí vai. Isto gerou um grande atrito entre eles e logico, também comigo, pois o Michel jogou pesado muitas vezes e daí em diante eu e meus filhos não prestamos mais pra ele, mesmo que eu tivesse demonstrado por inúmeras vezes que reconhecia o valor que  Michel tinha, teve e tem na LLN, mas no fundo ele nunca me desculpou e este lado podre ainda existe, pois as vezes nas entrelinhas, vem alguma coisa relacionada a minha pessoa. Isto também gerou outros podres e muita gente que gosta do Michel ou que trabalha pra ele começou a ir em sua defesa, como se ele precisasse disto, e então isto ainda gera polêmicas, ofensas e atritos e creio que o que agora escrevo vai gerar também…kkkk.

Iniciei então um relacionamento com a outra equipe em evidência, onde estava sendo tratado com carinho e respeito, pelos membros e fãs. Pra tentar ajudar um certo “lutador” entrei numa “storyline” envolvendo Chino x Sonico, e isto levou um ano até se concluir. Mas qual foi minha decepção, que após esse um ano, gastando do meu bolso pra ir a São Paulo dar um final a esta storyline, o que foi tratado para ser feito na luta em si, não saiu como desejava. Quando cheguei fui muito bem tratado, porém esta storyline seria entre eu (Stiner) x Sonico x Chino porém para minha surpresa, colocaram o Mano John na historia e o que eu tinha planejado saiu furado. Só não foi mais ruim pelo lado fantástico e profissional do Sonico, que não fez a menor questão de ganhar a luta e me honrou. Este foi o primeiro erro da BWF comigo.

Depois se repetiram, por várias vezes, este tipo de coisa. A cada vez que eu opinava algo sobre o GDR aparecia alguém, fã ou lutador, debatendo ofensivamente contra mim e a favor do GDR, assim como a cada vez que eu colocava algo contrário a alguma luta da BWF aparecia um  fã em defesa do lutador citado.

O tempo passava e eu ainda acreditava que algo poderia mudar, então continuei mesmo sendo ofendido, a escrever, a me desculpar, a criticar menos, mas vi que nada mudou , então comecei a falar o que pensava. Veio então o “convite” (meu mesmo), de ir fazer a Guerra das Tribos, no Ginásio  7 de Setembro, em 2011. Fui e gostei demais. Depois me convidei outra vez e fui na Virada Cultural (2012), meu desejo seria fazer o encontro de gerações, Nino Mércury e Beto Anjo Loiro x Insano Igor e Cigano Stiner, e aí foi então o segundo erro da BWF comigo. Pela idade, minha e do Nino, não poderiam deixar que nossa luta fosse ficar para acontecer depois da meia noite, creio que subimos no ringue eram 00hs15min (segundo erro), porém coisas aconteceram nos vestiários (na tenda) entre eu e o que o Nino falou sobre os colegas que lutariam conosco, que me fizeram perder todo o “tesão” de lutar, aliado ao cansaço, a falta de marcação, as coisas que ouvi, o uniforme que prometeram conseguir pra lutar e não fizeram (terceiro erro), e isto tudo gerou em mim uma revolta tão grande que me descuidei no começo da luta, cai mal e desmaiei. A médica que estava lá, não permitiu que eu continuasse devido a queda de pressão arterial. Mas no dia seguinte insisti e convidei, Edgar Chiarelli, Kadu e o Kid Abelha pra fazer comigo. Marcamos um pouco e fomos a luta que saiu boa, mas não como imaginei que poderia ser minha despedida.

Eu teria muito mais coisas a escrever, mas pensei melhor e acho que eu que coloquei aqui são coisas que eu senti e se falar de mais alguém que me ofendeu, que foi egoísta, que se achou ou se acha, figurinha carimbada, melhor do brasil ou do mundo, eu acho que estaria ofendendo pessoas que apenas colocaram suas opiniões contrárias as minhas ás vezes de maneira ofensiva, mas foi ou é a opinião delas e não cabe a mim dizer que só eu estava certo. Então vou terminar dizendo…”Vai depender dos comentários, se tiverem, uma nova historia”.

Fiquem com Deus sempre.

9 Respostas para Honra a quem tem honra – FINAL

  1. Flávio Pacheco disse:

    Lido, as entrelinhas falaram mais que as linhas!

    Parabéns Stiner, um silêncio muitas vezes fala bem mais que mil palavras!

    forte abraço.

  2. Cigano Stiner disse:

    Amigo Flávio
    Muito obrigado pelo carinho de sempre.
    Eu estava revendo, com meu filho, os acessos aos textos que escrevi e não me surpreendi com os inumeros acessos e poucos, raros, comentarios, pois acabei me dando conta que hoje todos os blogs e sites estam sofrendo este tipo de problema, fazer algo para ser comentado e discutido e não ver comentarios, pois o que ocorre é que hoje praticamentos todos internautas estão usando o facebook e isto nos mostra inumeros acesso a uma materia, porem os comentarios estão restritos ao face e principalmente comentarios entra as pessoas diretamente e não na materia ou seja discutem entre eles, amigos de face.
    Mas fico feliz assim mesmo, por 2 motivos, primeiro é que escrevi o que gosto e o que sinto, segundo é que sempre vejo um comentario, diretamente no texto, de pessoas que alem de fãs da luta são amigos internautas SEMPRE, assim como vc.
    Obrigado e viu que não tem nada de mais no ultimo texto, que vc nem iria ver…..Valeu fique com Deus

  3. Dan disse:

    Mestre,os seus textos e estórias sempre me inspiram.

    Hoje não temos mais os shows para assistir ou comentar,mesmo que houvesse shows, teriamos vontade de faze-lo?

    Ver seus texto me trouxe a mente os momentos maravilhosos que passeis com TB, acessando lendo notícias da LLN, saindo de uma inical troca de opiniões contigo quanto aos comentários do Fúria em um episódio da BWF a membro do TB com uma coluna (a qual infelizmente perdi inspiração).

    Isso tudo me honra, me enche os olhos de lágrima e o coração de orgulho de ter dado ao menos 1% de contribuição a LLN e isso, foi possível com vocês do TB. Então, acredito que podemos deixar os odiadores, odiar, bocas-suja, xingar, sempre apanhamos de volta as críticas construtivas não compreendidas mesmo.

    A falta de comentários, acredito que reflita o estado da LLN, os fãs estão aí lêem, procuram “o graveto para fazer queimar a lenha”(nas palavras do saudoso Carlos Valadares), mas não comentam, eu mesmo só comento por ser você, porque a partir do comentário, vem mais textos e outros talves se inpirem e cometem: “Muito bom Stiner, obrigado pelas palavras, queremos mais textos”.

    A LLN passa há mutio por tempos difíceis, há aqueles que fazem o trabalho duro, que seja para ver brotar no fã que vai na quebrada o sorriso, que seja para chegar cedo, montar ringue não ter nada do que foi combinado feito, sair doente do show, sair com cachê magro ou nenhum, mas saber que a adimiração está lá e além disso o mais importante, saber que fez a sua parte dentro dos limites.

    São tempos difíceis, o trabalho é duro, difícil, nunca foi fácil, eu sou um cara que por 10 anos trabalhei madrugada a dentro e madrugada a fora no porto, quando achava que ia quebrar, que não aguentava mais (principalmente nos últimos anos onde eu tinha mais contato com a lln e já conhecia você) lembrava de você, do nino mercury, do Nocaute Jack, pessoas que não são mais garotos, mas que além de astros do “telecatch” tem seu segunda, alguns até o terceiro trabalho, seja para botar histeria no fã, comida na casa, ajudar a empresa do amigo. Isso me inspira até hoje, por isso, obrigado, eu sou um que pego estas estórias e procuro traze-las para minha vida com as lições, por isso mais uma vez obrigado.

    PS: “Muito bom Stiner, obrigado pelas palavras, queremos mais textos”.

  4. dan disse:

    Eu tinha escrito um comentário,mas acho que não saiu.
    Mestre, mesmo aos trancos e barrancos, continuamos aí,
    É sempre bom ler seus textos e estórias,sim caro que quero mais textos.
    Grande abraço

  5. Cigano Stiner disse:

    Amigos do TB
    Eu iria responder ao amigo Dan, mas achei melhor copiar, este é um dos textos que me alegram muito ao ler, pois ele mostra que valeu, vale e vai valer a pena as vezes colocar algum texto sobre meu pensamento da LLN atual. Obrigado amigo Dan e saiba que a admiração e respeito é reciproca.
    Mestre,os seus textos e estórias sempre me inspiram.

    Hoje não temos mais os shows para assistir ou comentar,mesmo que houvesse shows, teriamos vontade de faze-lo?

    Ver seus texto me trouxe a mente os momentos maravilhosos que passeis com TB, acessando lendo notícias da LLN, saindo de uma inical troca de opiniões contigo quanto aos comentários do Fúria em um episódio da BWF a membro do TB com uma coluna (a qual infelizmente perdi inspiração).

    Isso tudo me honra, me enche os olhos de lágrima e o coração de orgulho de ter dado ao menos 1% de contribuição a LLN e isso, foi possível com vocês do TB. Então, acredito que podemos deixar os odiadores, odiar, bocas-suja, xingar, sempre apanhamos de volta as críticas construtivas não compreendidas mesmo.

    A falta de comentários, acredito que reflita o estado da LLN, os fãs estão aí lêem, procuram “o graveto para fazer queimar a lenha”(nas palavras do saudoso Carlos Valadares), mas não comentam, eu mesmo só comento por ser você, porque a partir do comentário, vem mais textos e outros talves se inpirem e cometem: “Muito bom Stiner, obrigado pelas palavras, queremos mais textos”.

    A LLN passa há mutio por tempos difíceis, há aqueles que fazem o trabalho duro, que seja para ver brotar no fã que vai na quebrada o sorriso, que seja para chegar cedo, montar ringue não ter nada do que foi combinado feito, sair doente do show, sair com cachê magro ou nenhum, mas saber que a adimiração está lá e além disso o mais importante, saber que fez a sua parte dentro dos limites.

    São tempos difíceis, o trabalho é duro, difícil, nunca foi fácil, eu sou um cara que por 10 anos trabalhei madrugada a dentro e madrugada a fora no porto, quando achava que ia quebrar, que não aguentava mais (principalmente nos últimos anos onde eu tinha mais contato com a lln e já conhecia você) lembrava de você, do nino mercury, do Nocaute Jack, pessoas que não são mais garotos, mas que além de astros do “telecatch” tem seu segunda, alguns até o terceiro trabalho, seja para botar histeria no fã, comida na casa, ajudar a empresa do amigo. Isso me inspira até hoje, por isso, obrigado, eu sou um que pego estas estórias e procuro traze-las para minha vida com as lições, por isso mais uma vez obrigado.

    PS: “Muito bom Stiner, obrigado pelas palavras, queremos mais textos”.

  6. Fabio disse:

    Stiner, alguns pontos:

    1 – Essa coisa de escrever, ter muitos acessos, mas poucos comentários, é uma praga quando se trata de assuntos espinhosos. As pessoas comentam muito quando é besteirol. É que ninguém quer se comprometer, ninguém quer arrumar incomodação, então, não comenta. Meus textos no blog são muito mais comentados a mim, pessoalmente, na rua, do que no site.

    2 – A Luta Livre – já descobri isso – é um campo no qual as pessoas não aceitam análises realistas. Só aquelas matérias empasteladas, de elogio, cheia de chavões manjados. É por isso que ela está moribunda hoje: é como um político que só se cerca de puxa-sacos, e que não vê as próprias falhas. Um dia ele entra em campanha, os puxa-sacos ficam dizendo que ele vai ganhar, e ele não enxerga que sua estratégia está errada, e daí perde.

    3 – Esses caras que te chamam de “desconhecido” na certa não têm Internet em casa ou nunca leram livros ou revistas sobre o telecatch em sua era dourada. Pô, todo mundo no RS sabe quem é o cigano Stiner. Mas essa turma do eixo SP-RJ pensa que só existe o mundo deles, porque é mais televisionado e mais bem documentado. Até no livro do Drago (que “peca” por ignorar quase todos os lutadores gaúchos), tu estás. Não dá bola.

    4 – Continua escrevendo. Continua escrevendo. E não recua. Quando se escreve com convicção, tem-se que ser como uma pedra: nem recuar, nem responder os ataques – quem dá soco em uma pedra eventualmente quebra as mãos. Essa gente morre na praia sozinha.

    5 – Dá uma força para a gurizada! Dá uma força, que tem uma gurizada querendo começar isso tudo denovo, estão aí, acho que ás vezes meio perdidos, mas estão aí.

    6 – Que baita infantilidade, mudar desfecho de luta. Seria a mesma coisa que, em um teatro, o ator sair dizendo “ah, não, meu personagem não vai morrer, não”, e mudar as falas… que babaquice. Falta de profissionalismo.

  7. Klaus Cobra disse:

    É uma pena, Stiner, mas esse compromisso com o “mambembe”, com o fazer mal feito e muitas vezes deixar de fazer. Falar uma coisa e fazer outra, ou mesmo nem fazer é que desanima e deixa muita gente boa fora da Luta Livre.

    Mas isso não é a toa, se a coisa é desse jeito é porque alguns se beneficiam com isso.

    abraços

  8. Osvaldo Oliveira disse:

    Que fim levou o Tigre Paraguaio, sua trajetória na luta livre?

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